A Avenida da Liberdade está repleta de manifestantes que aderiram ao protesto convocado pela CGTP-IN contra o desemprego, a precariedade e por aumentos salariais e das pensões.
Por volta das 17:00 quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia trabalhadores a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo.
O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, declarou-se hoje agradado com os "muitos milhares de pessoas" presentes na Avenida da Liberdade no protesto da CGTP-IN, sublinhando que "só se mexe quem confia no futuro" do país.
"O povo está descontente e indignado com as injustiças, pobreza e precariedade, mas a afirmar esperança e confiança no futuro", disse Carvalho da Silva à agência Lusa enquanto descia a Avenida da Liberdade na frente da manifestação.
Sem que se consiga ver a cauda da manifestação, na Avenida da Liberdade o desfile vai passando ladeado por inúmeras pessoas que assistem nos passeios.
O desfile iniciou-se no Marquês de Pombal com uma salva de palmas aos participantes na iniciativa.
Os milhares de manifestantes descem a Avenida da Liberdade gritando palavras de ordem como "O país não se endireita com políticas de direita", "Salários congelados, o futuro condenado" e "A cada dia que passa, o Governo só faz desgraça".
Empunhando bandeiras coloridas dos sindicatos, os trabalhadores do setor público e privado trazem faixas alusivas aos motivos da luta.
Na frente da manifestação desfilaram o cantor Vitorino e os Homens da Luta.
A CGTP convocou esta manifestação nacional com o objetivo de que ela se tornasse "num dia de indignação e protesto".
A manifestação foi precedida de duas pré-concentrações nas Amoreiras (para a Função Pública) e no Saldanha (setor privado).
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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