O presidente da Federação da Construção apelou hoje para que o próximo Governo mantenha o consenso sobre o local e sobre a necessidade de construção do novo aeroporto de Lisboa.
"O que nós desejamos é que na próxima legislatura, quem tiver responsabilidades, não reabra a discussão" sobre o novo aeroporto, disse Ricardo Pedrosa Gomes em declarações à agência Lusa.
O presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) comentava assim a possibilidade, avançada hoje à Lusa pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, de o concurso para a construção do novo aeroporto de Lisboa não ser lançado antes das eleições legislativas, marcadas para 27 de Setembro.
"Há um prejuízo efectivo, que é o dos custos enormes que as empresas que estão envolvidas há anos a trabalhar neste processo já têm. Mas o que nos preocupa é que haja um prejuízo maior no sentido de voltarmos outra vez à estaca zero e isso é que esperamos que não aconteça", afirmou Ricardo Pedrosa Gomes.
O presidente da FEPICOP sublinhou a importância de "não se perder o consenso sobre o local do aeroporto [Campo de Tiro de Alcochete] e sobre a sua necessidade" na próxima legislatura.
O novo aeroporto tem previsto um investimento de 4,9 mil milhões de euros, incluindo a construção e o valor a investir durante o período da concessão.
Na corrida à construção e exploração do novo aeroporto estão, para já, dois consórcios: o Astérion, liderado pela Brisa e pela Mota-Engil, e um agrupamento encabeçado pela Teixeira Duarte e pela espanhola Ferrovial.
O calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto.




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