A esquerda criticou o discurso so Presidente da República que hoje começou o segundo mandato e a direita congratulou-se com as palavras de Cavaco Silva.
Para Carlos César, presidente do governo regional dos Açores, Cavaco foi "excessivamente cruel no diagnóstico" que fez. Para o socialista a posição do Presidente contrastou com a falta de soluções para os problemas que apresentou. Carlos César considerou ainda inédito que no discurso da tomada de posse o Presidente não tenha referido as regiões autónomas.
Jerónimo de Sousa
Pela parte dos partidos, Jerónimo de Sousa, líder do PCP foi crítico e disse mesmo que Cavaco "falou para o seu partido e não para os problemas sociais". Lembra que houve pouca referência a quem "está a fazer sacrifícios dolorosos e estão a pagar caro" enquanto que o Presidente "esqueceu-se que há muita gente privilegiada" como por exemplo "no sector financeiro".
Francisco Louçã
Também da esquerda, Francisco Louçã foi crítico ao Presidente ao relembrar que ele foi Presidente durante "5 anos" e que o caminho que aponta que deve ser rompido foi "aquele caminho que o Presidente apoiou"
Paulo Portas
Já da direita Paulo Portas congratulou-se com o discurso. O líder do CDS considerou que se tratou de "um discurso forte e verdadeiro" e reforçou a ideia deixada no plenário por Cavaco de que "há limites para os sacrifícios pedidos aos portugueses".
José Sócrates
O primeiro-ministro, José Sócrates, lamentou hoje que "muitas vezes" o governo está "sozinho", insistindo na "necessidade de se unirem esforços".
O primeiro-ministro disse estar "muito de acordo com aquilo que o Presidente referiu como sendo a necessidade de se unirem os esforços de todos para responder à actual situação. Aliás, é isso que o governo tem feito". Mas lamentou que "muitas vezes o governo faz isso sozinho, tomando medidas difíceis que são necessárias tomar para responder a esta situação".
Alberto João Jardim
O presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou hoje que Cavaco Silva fez um "bom diagnóstico" da situação do país, mas disse não ser tão liberal como o Presidente da República.
"Foi um bom diagnóstico que eu subscrevo. Não serei tão liberal, continuo a pensar que num país como Portugal o Estado terá que continuar a estar presente nalguns setores", afirmou.
Francisco Assis
O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, acusou hoje o Presidente da República de fazer "um discurso de facção, um discurso sectário" que "não é próprio de um Presidente de todos os portugueses".
Assis não gostou do discurso da tomada de posse de Cavaco Silva que, acusa, não fez uma "avaliação rigorosa". "Uma análise que ignora a importância da crise internacional não é uma abordagem rigorosa", criticou o líder parlamentar socialista.
PSD
O líder da bancada parlamentar do PSD, Miguel Macedo, considerou que o discurso do Presidente da República doi "corajoso" e que "politicamente este foi o discurso mais marcante de todas as tomadas de posse" de presidentes da República.
Sem querer comentar as palavras do Presidente no que respeita à necessidade de um "pacto", Miguel Macedo disse apenas que o "PSD vai seguir o seu caminho" e que é "consequente com as escolhas que fez".




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