Especialista inovação
A inovação cultural
por Francisco Jaime Quesado, Publicado em 04 de Março de 2011
São cada vez mais os exemplos como Serralves, a Gulbenkian e outros que praticam uma verdadeira inovação cultural. Pensar a inovação cultural como factor central de uma sociedade aberta em que a participação dos cidadãos se assume numa lógica "colaborativa em rede" justifica uma atenção muito especial aos novos factores estratégicos de desenvolvimento que devem nortear qualquer actuação para o futuro. Não se pode conceber uma lógica de mudança na sociedade portuguesa se não se fizer da inovação cultural o "enabler" estratégico de uma nova atitude perante a participação individual em sociedade.
A importância estratégica que a temática da inovação cultural assume justifica uma participação activa da sociedade civil na discussão dos caminhos que se têm de definir daqui para a frente. Há claramente um sentido de urgência no envolvimento dos "actores operacionais" (Estado, universidades, centros I&D, empresas) na abordagem estruturada das opções que estão em cima da mesa na definição dos investimentos a realizar. A aposta numa sociedade aberta participativa é a base para uma nova agenda de desenvolvimento, onde a cultura é uma das peças centrais.
A aposta na inovação cultural é um desafio complexo e transversal a todos os actores e exige capital de compromisso colaborativo. Em 2011 Portugal é já claramente um país da linha da frente em matéria de infra-estruturas de última geração, essenciais na perspectiva estratégica de aposta num novo modelo de economia sustentável, centrada no conhecimento e na criatividade. Implica por isso saber dar resposta às solicitações das várias frentes, e acima de tudo fazer de forma consciente opções sobre as melhores soluções a adoptar para o futuro.
Especialista em inovação, estratégia e competitividade
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Artigo: A inovação cultural
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