"Nós pensamos que não há escassez de oferta", garantiu Al Sada à imprensa em Doha, destacando que a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros produtores fora do grupo “podem compensar” uma quebra na produção da Líbia, depois de os preços do petróleo terem subido para máximos de dois anos na semana passada.
A preocupação com instabilidade política no Norte de África e no Médio Oriente poderia levar à escassez de crude, situação que fez com que o preço do petróleo subisse no último dia da semana passada para 103,41 dólares o barril, ou seja, o nível elevado desde setembro de 2008.
Actualmente, a Líbia detém as maiores reservas de petróleo da África.
As declarações proferidas hoje por Al Sada surgem na sequência de afirmações feitas na semana passada por um funcionário saudita, que não quis ser identificado, e que indicavam “não ver razão” para os preços do petróleo subirem.
“A Arábia Saudita é membro da OPEP não permitirá que haja escassez de petróleo”, adiantou.
O Catar e a Líbia estão entre os 12 membros da OPEP, o cartel que extrai cerca de 40 por cento do petróleo do mundo, e a Arábia Saudita é o maior membro do cartel e o mais influente.
O mesmo funcionário saudita disse, na ocasião, quando entrevistado por telefone, que algum petróleo da África que vai para os mercados asiáticos poderá ser redirecionado para a Europa, enquanto que o petróleo excedentário da Arábia Saudita poderia ir para a Ásia com o propósito de substituir os fornecimentos por parte da Nigéria e Angola.
Violentos combates entre opositores do líder líbio Muamar Kadhafi e as forças leais reduziram a produção de crude deste país do norte de África em pelo menos 850 mil barris por dia, contra 1,6 milhões antes de deflagrar o conflito armado, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE).




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