Passos Coelho lamenta recusa "liminar" de proposta do PSD sobre combate a desemprego jovem

por Agência Lusa, Publicado em 25 de Fevereiro de 2011   
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, lamentou hoje que o Governo e os partidos à esquerda recusem "liminarmente" a proposta social-democrata relativa a medidas transitórias de promoção do emprego jovem.

Para Pedro Passos Coelho, que falava à margem de uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, a decorrer no Parque das Nações, é altura de "ultrapassar maniqueísmos" a este respeito.

"Não fiquei desiludido. Simplesmente é mau que em alturas de maior crise económica em que o emprego é mais prejudicado, medidas que podem trazer novas oportunidades para o emprego, sobretudo dos mais jovens, sejam recusadas liminarmente apenas porque aparentemente interessa dizer que o que vem da chamada direita não interessa para o país, só o que vem da esquerda", disse.

E acrescentou: "É pena porque temos que ultrapassar esses maniqueísmos. A maior parte dos jovens portugueses hoje enfrenta o desemprego com uma severidade muito maior do que a generalidade da população. São quase mais 23 por cento de jovens que estão desempregados".

O PSD, prosseguiu, preferia que, ao invés de ambicionarem um recibo verde, o horizonte para os jovens desempregados pudesse ser a de "ter um contrato, ainda que não fosse um contrato para toda a vida ou tão firme quanto aqueles que existem hoje".

"O nosso objetivo é que as pessoas possam ver diminuída a sua precariedade e melhoradas as suas condições de trabalho. Mas o mais importante hoje é que existam oportunidades de trabalho. E era nessa linha que a proposta do PSD se apresentava", referiu.

Pedro Passos Coelho clarificou ainda que o PSD estará sempre disponível para "ouvir e conversar" com o Governo para "encontrar melhores saídas para Portugal", sem que isso signifique à partida o apoio a uma revisão do PEC.

"O governo é que comunicou que poderia ter interesse em rever o PEC (...) não sei o que o governo pretende fazer com o PEC (...) até o governo não se pronunciar não direi mais nada", disse.

No entender do líder social-democrata, "o problema não está nas metas que foram estabelecidas", mas "na forma como todos os dias o Governo" pode ou não fazer o país aproximar-se dessas metas.

"O que precisamos é de mais ação e de menos enquadramentos teóricos. Para enquadramentos teóricos e formais, os que temos já chegam", sintetizou.

 



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