Conflitos no Norte de África estão a ter pequenos efeitos no turismo, diz responsável

por Agência Lusa, Publicado em 23 de Fevereiro de 2011   
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O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos, afirmou hoje que a situaçao nos países do Norte de África vai ter efeitos sobre o preço do petróleo, mas que no caso do turismo o impacto nao irá ser substancial.

"Estou convencido de que a situação vai ter algum efeito em termos de custos, sobretudo ao nível dos preços do petróleo, mas no caso do turismo e de outros setores da economia o impacto não irá ser muito substancial", disse Rocha de Matos, na primeira conferência internacional de Turismo da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

Jorge Rocha de Matos considerou ainda que "é nos momentos difíceis que há janelas de oportunidade", embora tenha realçado que não gosta de desenvolver cenários sobre "aquilo que ainda é impercetível", ou seja, sobre indefinição da situação do Norte de África".

O presidente da AIP está presente na conferência "Turismo: Nova vias para o crescimento", que antecede a inauguração da Bolsa de Turismo de Lisboa pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

Rocha de Matos destacou que a BTL é um exemplo de "uma boa resposta entre as políticas públicas e a iniciativa empresarial", pelo que deveria servir de exemplo a outros áreas de atividade da economia portiuguesa.

Considerando que "o turismo é dos nossos principais setores de atividade, o responsável manifestou-se "otimista" pela forma como o turismo pode "contribuir de forma ativa para a redução do défice externo" português.

O responsável disse ainda que está "confiante" na resposta dos agentes turísticos aos desafios que este ano se colocam ao setor.

Na terça-feira, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, tinha afirmado que a revolta em países árabes pode ser vantajosa para o turismo português por ser uma oportunidade para repor a oferta nacional entre as primeiras escolhas dos consumidores.

"Qualquer fator de instabilidade em destinos concorrentes do nosso acaba por ter vantagens no sentido em que repõe a nossa oferta no primeiro grau de escolha dos consumidores", afirmou Luís patrão, em declarações à Lusa.

O presidente do Turismo de Portugal salientou que os turistas, quando vêm perturbadas ofertas de certos destinos, olham para os demais para ver se podem oferecer produtos do mesmo tipo, considerando-as alternativas.

"É o que está a acontecer agora", defendeu, salientando que Portugal pode assim captar turistas que pretendiam viajar para destinos como Egito ou Marrocos, ou outros países árabes.

 



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