A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, exigiu hoje a realização de um "inquérito internacional independente" aos confrontos na Líbia, levantando a possibilidade de terem ocorrido "crimes contra a humanidade".
Numa declaração hoje publicada, Pillay condena a "insensibilidade com que as autoridades líbias e os seus mercenários estarão, segundo testemunhos, a disparar com munições reais contra manifestantes pacíficos".
A Alta Comissária apelou à comunidade internacional para que condene a violência através de "um compromisso inequívoco de garantir que será feita justiça aos milhares de vítimas desta repressão".
Desde a semana passada que um movimento de contestação ao regime de Muammar Kadhafi tem abalado a Líbia.
Segundo várias organizações de defesa dos direitos humanos, os confrontos entre apoiantes e opositores de Kadhafi já causaram centenas de mortos.
Testemunhas citadas pelos «media» internacional falam em massacres nas cidades de Tripoli e Benghazi. A televisão oficial líbia desmentiu hoje essas informações, descrevendo-as como "mentiras e rumores".




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