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"Não sei se o Messi me fintava outra vez"

por Bruno Roseiro, Publicado em 26 de Junho de 2009   
Carriço, o delfim da formação, quer continuar a evoluir para travar os melhores do mundo.
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Novembro de 2008, Sporting-Barcelona. Com as duas equipas apuradas para a fase seguinte da Liga dos Campeões, Paulo Bento estreia na prova um central de 19 anos formado no clube: Daniel Carriço. Apito inicial e, 14 minutos depois, o defesa perde um lance aparentemente controlado para Leo Messi. Foi o primeiro golo dos catalães. Mas o lapso em nada influenciou o jovem, um dos melhores entre o naufrágio dos lisboetas. Manteve-se como titular no resto da época, relegou Tonel para o banco e foi a revelação da temporada. "Só quero ajudar a equipa, tentando ser utilizado o mais possível. E continuar a evoluir da melhor forma", salienta Carriço ao i. E em Novembro, Messi - que deve ser consagrado no final do ano como o melhor do mundo - vai passar outra vez? "Ah, não sei... [risos] Não sei se o Messi me fintava assim outra vez. São circunstâncias do jogo, é sempre diferente. E ele é um dos melhores do mundo."

Carriço é mesmo assim. Mantém a humildade de sempre, apesar de ser visto pelos responsáveis como um modelo de jogador formado na Academia. "Fico contente mas não me sinto nem ídolo nem referência para ninguém. Ainda tenho muito para aprender como jogador", frisa. Mas a ambição também não tem limites: "O grande objectivo passa por ganhar o campeonato e chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões. Mas, sobretudo, ganhar o campeonato."

Cabo Verde é um dos destinos predilectos do internacional sub-21. Este Verão, passou férias em Espanha e pouco mais. Caso seja campeão, o prémio poderá ser uma viagem à Polinésia Francesa? "É um destino de sonho, claro. Mas primeiro quero mesmo é ganhar o título", afirma.

Nas metas pessoais está, além da titularidade, o primeiro golo pelos seniores do Sporting. E, quem sabe, o Mundial. "O futebol é o momento, nunca se sabe. Mas agora só estou focado na equipa e nas vitórias", ressalva.

Retiro Tem hoje início a pré-época do Sporting e, em alguns períodos, os jogadores ficarão em estágio na Academia. Carriço, tal como os jogadores mais novos, distraem-se nos tempos livres com a Playstation. Alguns não abdicam de livros (Pereirinha, por exemplo, está a ler "O Assassino Inglês", de Daniel Silva), os sul-americanos preferem os jogos de cartas. Snooker, internet e iPod são elos comuns.

Desde que há Academia, o Sporting nunca ganhou um título. Mas venceu sempre o primeiro jogo da época. São estatísticas. Já as regras dos estágios mudaram - já não se fazem três sessões de treino como Materazzi (1999) nem corridas pelo pinhal. Agora é tudo mais curto, intenso e com bola. Sempre com bola.


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