Professores prometem continuar luta

por Rosa Ramos, Publicado em 08 de Fevereiro de 2011   
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Os professores de Educação Visual e Tecnológica concentrados à porta da Assembleia da República começaram a dispersar, depois de o movimento SOS Educação ter abandonado o local pelas 16:50.

O grupo de professores, que se manteve ao fundo da escadaria, seguiu a audição da ministra da Educação através de SMS enviados pela delegação que tinha na sala do senado.

A cada comentário da ministra ou dos secretários de Estado ouviam-se na rua gritos de "mentirosos" ou "precisamos de outro 25 de abril".

 

Os manifestantes aplaudiam as intervenções dos deputados da oposição à medida que as iam conhecendo, mas em muitas conversas cruzadas no meio da multidão duvidava-se da verdadeira intenção dos partidos, num momento em que a sucessão do Governo é cada vez mais discutida.

O trânsito retomou a normal circulação ao final da tarde na rua de São Bento, após os professores terem dado por cumprido o objetivo do protesto: a divulgação das suas razões na comunicação social.

 

Cerca de 300 professores estiveram concentrados frente à Assembleia da República, na sua maioria docentes de Educação Visual e Tecnológica (EVT), que se distinguem pela cor amarela dos lenços. O protesto foi partilhado com o Movimento SOS Educação, que se manifesta pela manutenção do financiamento público aos colégios com contratos de associação com o Estado.


Com ilustrações gigantes inspiradas nas capas dos livros "Uma Aventura" da autoria da actual ministra da Educação, os manifestantes adaptaram os títulos aos slogans: "Uma aventura no Centro de Emprego"; "Uma aventura na Casa assombrada (desenho do Ministério da Educação); "Uma aventura na política"; "Uma aventura no reino da matemática"; "Uma aventura no reino escolar"; "Uma aventura no reino da incompetência".


Os professores estão a mobilizar-se para um encontro dia 11 de Fevereiro no liceu Camões, para discutir a questão dos professores de EVT, que estão contra a alteração do desenho curricular dos 2.º e 3.º ciclos, que prevê a eliminação da Área Projecto, e corte de metade dos professores.



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