O modelo português Renato Seabra declarou-se hoje inocente depois de ser acusado pelo juiz do crime de homicídio em segundo grau no caso da morte do jornalista Carlos Castro e voltará a comparecer em tribunal a 04 de março.
A acusação do "grand jury", divulgada durante uma curta audiência hoje no Supremo Tribunal de Nova Iorque, confirma a acusação policial de homicídio em segundo grau.
Seabra esteve presente na sala de audiências, algemado com as mãos atrás das costas. O modelo manteve-se em silêncio e cabisbaixo e foi o seu advogado que respondeu às perguntas do juiz.
O magistrado decidiu marcar nova audiência para 04 de março, data em que serão apresentadas as moções pré-julgamento.
No final, o advogado de Seabra, David Touger, limitou-se a repetir à comunicação social aquilo que já que tinha dito na véspera: "Planeamos uma defesa vigorosa e esperamos vir a ter sucesso no final".
Touger escusou-se a responder se vai pedir a anulação da confissão de Seabra e que moções irá apresentar em tribunal.
Referiu que Seabra vai voltar para o Hospital Bellevue, onde se encontra desde 8 de janeiro, primeiro sob custódia policial e depois detido, e ali deverá ficar até à próxima audiência no Supremo Tribunal.
A procuradora responsável pelo caso, Maxine Rosenthal, escusou-se a prestar declarações.
Um juiz do Tribunal Criminal nova-iorquino ouviu o caso de Seabra a 14 de janeiro, tendo decidido acatar o pedido da procuradora para que o jovem português permanecesse em detenção até nova audiência judicial, devido à "seriedade e violência do crime".
O assassínio em 2.º grau, o mais comum, prevê uma pena que vai de 25 anos a prisão perpétua, permitindo o pedido de liberdade condicional ao fim dos 25 anos.
A acusação, divulgada pelo gabinete do procurador de Nova Iorque Cyrus Vance Jr., alega que Seabra "matou intencionalmente a sua vítima".
O homicídio de Carlos Castro teve lugar a 7 de janeiro, no Hotel Intercontinental, onde ambos passavam férias juntos desde 29 de dezembro.
O colunista social foi encontrado morto pela polícia, com sinais de agressões violentas e mesmo mutilação dos órgãos genitais.
Seabra foi visto por testemunhas a sair do hotel e confessou a autoria do crime à polícia, enquanto esteve sob custódia na ala psiquiátrica do Hospital Bellevue.
O relatório do médico legista apontou estrangulamento e traumatismo violento na cabeça como causa da morte de Carlos Castro.




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