Advogado de Renato Seabra confirma que modelo vai declarar-se inocente

Publicado em 31 de Janeiro de 2011   
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O modelo português Renato Seabra vai declarar-se inocente na terça-feira no caso do homicídio do jornalista Carlos Castro, disse hoje à Lusa seu advogado. Na edição de hoje, o i já tinha avançado com esta notícia. Segundo o ex-procurador de justiça no Bronx, Tony Castro, já tinha admitido que o modelo iria declarar-se "'not guilty''.Esta tarde o advogado de Seabra, David Touger, revelou "vamos declarar inocência e planeamos fazer uma defesa vigorosa.

Acusado de homicídio em segundo grau, Seabra mantém-se em detenção no hospital Bellevue e comparece na terça-feira perante o Supremo Tribunal de Nova Iorque.

Joan Vollero, diretora adjunta de comunicações do gabinete do procurador de Manhattan, disse hoje à agência Lusa que a audiência terá lugar a partir das 9:30 locais (14:30 de Lisboa).

Ao declarar-se culpado perante o Supremo, Seabra não chegaria a ir a julgamento.

Um juiz do Tribunal Criminal nova-iorquino ouviu o caso de Seabra a 14 de janeiro, tendo decidido acatar o pedido da procuradora Maxine Rosenthal para que o jovem português permanecesse em detenção até nova audiência judicial, devido à "seriedade e violência do crime", cometido a 7 de janeiro.

Seabra não prestou declarações durante a audiência por videoconferência e o seu advogado pediu ao juiz que não autorizasse que fossem recolhidas imagens.

Segundo o depoimento ao tribunal do detetive John Mongiello, da Polícia de Nova Iorque, o crime aconteceu às 14:00, cinco horas antes de o corpo ser encontrado no Hotel Intercontinental, e Seabra "declarou em substância que matou Castro e que o agrediu através de numerosos meios".

Seabra é acusado de homicídio em segundo grau, mas a acusação poderá ainda ser agravada para primeiro grau ou até atenuada.

Na audiência no Supremo Tribunal será conhecida a acusação, que já foi votada por um comité de jurados ("grand jury").

O assassínio em 2.º grau, o mais comum, prevê uma pena que vai de 25 anos a prisão perpétua, permitindo o pedido de liberdade condicional ao fim dos 25 anos.

Castro e Seabra passavam férias juntos em Nova Iorque desde o final de dezembro passado e estavam instalados no Hotel Intercontinental, onde o colunista social foi encontrado morto pela Polícia, com sinais de agressões violentas e mesmo mutilação nos órgãos genitais.

O relatório do médico legista apontou estrangulamento e traumatismo violento na cabeça como causa de morte.

O depoimento do detetive Mongiello refere pormenorizadamente as agressões e mutilações e identifica como armas do crime um saca-rolhas e um monitor de televisão.

O jovem modelo terá também estrangulado e pisado Castro, de acordo com a acusação policial.

 



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