Ensino superior

Bolsas. Há 12 mil universitários à espera de resposta

Publicado em 29 de Janeiro de 2011   
Universidades acusam ministério de ter definido tardiamente as novas regras
Opções
a- / a+
Serão pelo menos 12 mil os estudantes universitários que ainda não sabem se vão ter direito à bolsa de acção social. As universidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve são só algumas instituições que ainda não conseguiram concluir o processo de atribuição dos apoios sociais aos alunos carenciados.

A aplicação tardia das novas regras impostas em Setembro pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior é o motivo que as universidades apontam para os apoios ainda não terem chegado aos alunos: "Estamos a esforçar-nos por ser o mais céleres possível e, para compensar os atrasos, temos atribuído adiantamentos aos alunos com base em previsões", esclareceu ao i fonte da Universidade de Coimbra.

Na Universidade de Coimbra, das 6482 candidaturas que entraram nos serviços de acção social até 18 de Janeiro, 67% continuam sem resposta. Entre os 2151 processos até agora concluídos foram aprovados 1479 pedidos de apoio social. Significa isto que cerca de 30% das candidaturas já foram rejeitadas. A Universidade e o Instituto Politécnico do Porto, por seu turno, somam 7431 candidaturas, mas até agora só foram entregues 2088 bolsas e rejeitados 2020 pedidos por não cumprirem as novas regras de atribuição dos apoios sociais. Os dados que a Federação Académica do Porto actualizou ontem, para o i, mostram também que há 1951 alunos que estão a receber adiantamentos no valor de 98,70 euros enquanto aguardam a decisão final.

Na Universidade do Algarve, cerca de 900 pedidos entre as 2246 candidaturas que entraram nos serviços sociais já foram analisados e 30% rejeitados. "Na maioria dos casos, a recusa aconteceu devido às regras da atribuição de bolsas, que estão agora muito mais apertadas", explica o dirigente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Portada. Luís Fernandes, administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Lisboa, contabiliza 3500 pedidos suspensos, atribuindo o atraso em "boa parte dos casos" à documentação incompleta. No total, foram entregues nesta instituição cerca de 5 mil candidaturas. Mil e quinhentas foram aceites e 320 rejeitadas (20%).

concluídos As universidades do Minho e de Aveiro são os raros casos em que este processo já está concluído. No Minho são cerca de 800 alunos que no ano lectivo anterior beneficiavam de bolsas de acção social mas perderam esta regalia devido às novas regras.

O instituto fechou o processo a semana passada, tendo recebido na primeira fase 5229 candidaturas, o que representa um acréscimo de 2,7% face ao mesmo período do ano passado (5093 processos em 2009). Para os primeiros anos dos cursos foram recebidas 2049 candidaturas, o que representa um acréscimo de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (1885 processos em 2009).

Aveiro analisou cerca de 4500 pedidos e aprovou 2700 candidaturas. "São menos 600 bolsas que no ano anterior", conclui Tiago Alves, presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro.


Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close