O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal, antes da emissão da sua última dívida de longo prazo, foi alvo de rumores e de fugas de informação anónimas "aliadas e cúmplices" da corrente que especulou contra a economia portuguesa.
A acusação de José Sócrates foi feita na parte final do debate quinzenal, na Assembleia da República, quando comentava uma intervenção elogiosa para o Governo feita pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS, Francisco Assis.
Segundo o primeiro-ministro, por ocasião da última emissão de dívida portuguesa a longo prazo nos mercados internacionais, "a verdade é que rumores, fugas de informação anónimas foram aliadas e cúmplices dos especuladores que agiram contra o nosso país".
"Mas o nosso país soube defender-se, porque tem não apenas o Governo, mas tem também empresários e responsáveis que sabem defender o seu país. Defende-se Portugal lutando pelo nosso país, não pretendendo apresentá-lo externamente como um país que não consegue", disse.
Perante a oposição, Sócrates repetiu várias vezes o recado de que Portugal "tem quem o defenda da atual crise, quem o defenda dos especuladores e quem conduza o país com firmeza e com rumo".
"Não precisamos de nenhuma ajuda que não seja confiança e aqueles que passam todos os dias e todas as semanas a falar do FMI, como se o estivessem a chamar, não estão a prestar um bom serviço ao país – o país tem quem o defenda", insistiu, recebendo palmas da bancada socialista.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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