Ensino: cerca de 40 escolas devem encerrar hoje

por i com Agência Lusa, Publicado em 27 de Janeiro de 2011   
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O Movimento SOS Educação espera que cerca de "40 escolas" privadas com contrato de associação estejam hoje encerradas, em protesto contra os cortes de financiamento, e anunciou que vai pedir reuniões aos partidos com assento parlamentar.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do movimento, Luís Marinho, adiantou que em "quatro ou cinco" colégios as portas estarão abertas, sem atividade letiva, com os alunos a concentrarem-se à entrada e seguindo depois para os recintos.

Em causa está uma portaria do Ministério da Educação que determina um financiamento de 80.080 euros por ano e por turma nas escolas com contrato de associação, uma verba inferior em cerca de dez mil euros ao reclamado pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.

A redução dos montantes tem sido contestada por pais e encarregados de educação, que hoje se organizam pelo terceiro dia consecutivo para promover o encerramento das escolas e manifestações, com a participação de estudantes.

Hoje estarão encerrados, por exemplo, os colégios Imaculada Conceição, Dinis de Melo e Conciliar Maria Imaculada, enquanto o Externato de Penafirme estará aberto sem atividades letivas, com os alunos a concentrarem-se à porta entre as 08:00 e as 09:30.

"Na maior parte destas escolas não há motivos para chamar a polícia porque não são colocados cadeados ou grades, apenas cadeados de esferovite", sublinhou.

Segundo Luís Marinho, o Movimento SOS Educação vai solicitar na próxima semana audiências com todos os partidos, para lhes transmitir "o sentimento de cem mil pais em luta", admitindo que a via parlamentar "poderá ser uma saída".

Atualmente existem 93 escolas do ensino particular com contrato de associação, sendo que, segundo os últimos dados do Governo, 60 já assinaram adendas a aceitar os novos montantes de financiamento.

A ministra da Educação disse na terça-feira que o Governo não vai continuar a financiar "privilégios e lucros" de alguns colégios.

Isabel Alçada revelou que, se as restantes escolas não assinarem, o Governo encontrará alternativas para os alunos na rede pública ou mesmo noutros estabelecimentos privados que, segundo a ministra, já manifestaram vontade em assinar aquele tipo de contratos.

 


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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