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Francisco Grandella (II)

por António Mendes Nunes, Publicado em 26 de Janeiro de 2011   
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De Francisco Grandela, o homem de negócios, que inspirado nas técnicas de moderno comercio levadas a cabo pelo grandes armazéns Printemps, de Paris e trazidas por si para a Lisboa modorrenta e cinzentona do final do século XIX já dissemos na última crónica. Hoje vamos voltar ao homem, que deu corpo e alma a vários projectos sociais, como o Bairro Grandela, em Benfica, que construiu para os seus empregados, ou o jornal O Domingo, em que defendia a prática do descanso semanal, então ainda pouco em voga, juntamernte com as jornadas das oito horas de trabalho, Não se espantem leitores. Foi ele, o empresário, que pugnou (dando o exemplo com os seus empregados) pela melhoria de vida dos assalariados.

Natural de Aveiras de Cima, onde nasceu em 1852, apaixonou-se pela Foz do Arelho, onde construiu uma casa, creche e escola primária. Nessa terra passava várias temporadas, deliciando-se com as caldeiradas cozinhadas pelos pescadores seus amigos. Na política foi um dos grandes apoiantes do Partido Republicano e fez parte do restrito grupo que avançou com a revolução do 5 de Outubro.

Amante de boas comezainas e de belas mulheres fundou em 1884 o grupo dos Makavencos, uma sociedade gastronómica com fins de solidariedade e beneficência. Escreveu, em 1919, um livro intitulado "Memórias e receitas culinárias dos Makavenkos", onde conta como foi foi possível juntar à mesma mesa algumas das melhores figuras da sociedade portuguesa de todos os credos políticos e religiosos.


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