Alberto João Jardim admite responsabilidades do PSD-M nos resultados das eleições presidenciais na Madeira e diz que a "bipolarização política" na região levará a "um confronto com a extrema-direita" nas regionais de outubro.
Num artigo de opinião publicado hoje no Jornal da Madeira, Jardim destaca que o "objetivo principal" do PSD - a vitória de Cavaco Silva à primeira volta - "foi alcançado".
O líder madeirense admite alguma "surpresa" com a votação do candidato José Manuel Coelho, deputado do PND-Madeira, que venceu em três dos onze concelhos da região, incluindo o Funchal, reconhecendo "que houve eleitorado habitual do PSD a votar Coelho".
"Há aqui uma falha pedagógica e de informação e os principais responsáveis são todos os dirigentes sociais-democratas, a começar por mim, e todos os outros, quer a nível regional, quer a nível municipal e de freguesia", afirma.
Destaca que "em outubro, nas eleições regionais, a situação será bem diferente e de forma alguma se compadecerá com abstenções, mais a mais que, com reflexos terríveis na Madeira, a governação de Lisboa terá arrastado o país para uma situação ainda socialmente mais grave do que a atual".
Sustenta que "a bipolarização política levará a um forte confronto, desta vez já com a extrema-direita".
Jardim considera que "a degradação do sistema político-constitucional português é de tal ordem, que a 'aspirina Coelho' começa a ser um ensaio semelhante ao das últimas décadas em vários países da União Europeia. O protesto contra os sistemas, através da extrema-direita".
Sublinha que "a pseudo-esquerda ... levou "um banho" e realça: "nunca me passou pela cabeça que os resultados da criatura fossem tão longe".
Conclui que "já deu" de "espetáculo e palhaçada" e lança um alerta para dentro do PSD-M: "vão passar a trabalhar mais, está bem?!...".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico***




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