O primeiro-ministro apelou hoje à participação eleitoral e recusou-se a comentar a eventualidade de uma elevada abstenção ou a necessidade de uma segunda volta, apesar de dizer que toda a gente sabe quem é seu candidato presidencial.
José Sócrates falava aos jornalistas após ter votado na freguesia do Coração de Jesus, em Lisboa, cujas mesas de voto estão instaladas num "stand" de automóveis.
O governante, que se fez transportar num carro elétrico até ao local da votação, limitou-se a apelar aos portugueses para que votem nas eleições presidenciais, "considerando que "este é o direito mais fundamental" dos cidadãos.
"Espero que todos os portugueses façam a sua escolha e votem em consciência, porque votando estão a contribuir para que a democracia seja fortalecida", disse.
Interrogado sobre a expetativa de uma elevada taxa de abstenção na primeira volta das eleições presidenciais, José Sócrates recusou-se a pronunciar-se sobre esse cenário, alegando que "este não é momento para fazer comentários políticos".
"O que um líder político deve fazer é apelar a que todos cumpram o seu dever cívico de votar. Este é o momento em que se vota e todas as eleições são a celebração da democracia", respondeu.
José Sócrates declarou depois estar "confiante" que a abstenção não seja elevada e disse não acreditar num cenário em que a abstenção ultrapasse os votos expressos neste ato eleitoral
Questionado se esperava voltar a votar a 13 de fevereiro próximo, numa eventual segunda volta das eleições presidenciais, Sócrates referiu que todos os jornalistas sabem qual é a sua opinião sobre essa matéria.
"Todos sabem quem é o meu candidato, todos sabem aquilo que eu espero nestas eleições. Mas este é o momento para fazer um apelo a todos os portugueses para que votem e se empenhem nas escolhas do país", acrescentou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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